Ilha das flores/Setembro 2012
DE RUI AGUIAR
À ILHA DA MADEIRA
.
Ó inspiradora cidade de
Funchal, eterno fascínio para turistas e autóctones!
em menina te conheci, eras para
mim uma cidade longínqua!
Num cantinho diminuto do
planeta, foste presenteada com montes, vales e aldeias.
Tanto seduzes com as escarpas
das rochas e os cumes dos montes!
Observo o teu esplendoroso
pôr-do-sol, subindo, ele persegue-me,
descendo ele parece brincar,
escondendo-se nas árvores ou nas nuvens.
Apesar disso, sua luz está
presente nos recantos e vigilante a cada gesto humano.
Transportas uma incrível
variedade cosmopolita.
Hoje observei deste teu céu
caírem gotículas de bênção;
elas deslizavam pelas faces
rochosas e pelas rugas dos vales verdejantes,
pelas bananeiras e árvores
repletas de variadas flores.
Tuas levadas, ribeiras e teus
braços, levam-nos a recantos férteis.
Todas juntas riem com o sol e
facultam uma visão mais ampla.
Elas não param, dão-te mais
vida e suas torrentes por entre os penhascos
causam tanto as mais elevadas
perdas, como a mais franca prosperidade!
Um povo que continuará amando
todos os seus labores e crescendo, arrebatadoramente!
Mesmo que te imponham outro
destino, o Criador conhece o teu percurso.
Suas torrentes têm muito de
cíclico e de inevitável: perda, ganho, calor, paz e amor...´
Quem reconhece o transitório e
o efémero, ama esta cidade e embeleza as suas paisagens!
Em ti visualizo que haverá
sempre um lugar para o eterno.
Ó cidade das flores e dos belos
amores, jamais transmutarás em aspeto cinzento.
Nas tuas noites descobri um
trôpego a caminhar pelas ruas;
um fantasma que arrancava árvores
e acrescentava florestas de cimento.
Preparou um foco reacionário
que resultou em inflexibilidade;
numa adega escura chorou ao
cantar o seu fado.
Irrompe a madrugada e alguns
viajam pelas ilhas vizinhas em estradas retas ou curvas,
com um especial sabor e odor
fresco percorrem itinerários entre o mar e as serras,
Eu te disse adeus, mas apenas
uma jornada forçada!
Sedenta da tua beleza e amor
reencontro-me aqui junto de ti e dos teus.
Voltarei sempre para esta ilha
e do Funchal pretendo fazer a minha primeira cidade!...
Ao entrar nela aceno e sinto
uma vaidade refulgente e vejo alguém conhecido entre a colorida paisagem das
árvores.
Por fim, ao raiar de um novo
dia descubro novos sonhos, bendigo a minha nova cidade.
Não há catástrofes, tsunamis, ciclones, nem terramotos, só
pequenas queimas…
Não acredito em fogo posto,
muitos são os que te amam,
Alguns naturais criaram fama e
em ti têm raízes profundas nela,
Eles são luminescências nas
tuas noites;
Chegou a hora do poente e subo
às varandas e aos telhados,
para me inspirar e fazer uma prosa
poética,
vou dizer adeus ao Sol, sei que
nela muitos chegarão a ser uma grande luz,
muitas luzes dela têm surgido;
há sempre um lindo gomo a
despontar,
sim, cada dia há sempre mais um
que nela romperá,
E de novo o Teu lindo arco-íris
surgirá!
FUNCHAL TU ÉS A TERCEIRA CIDADE DE PORTUGAL!
É PENA ALGUNS NO CONTINENTE AINDA SEREM TÃO IGNORANTES SOBRE TI




