sábado, 29 de dezembro de 2018

Funchal a capital da cidade da Madeira

                                       Ilha das flores/Setembro 2012

 DE RUI AGUIAR

 À ILHA DA MADEIRA
.
Ó inspiradora cidade de Funchal, eterno fascínio para turistas e autóctones!
em menina te conheci, eras para mim uma cidade longínqua!
Num cantinho diminuto do planeta, foste presenteada com montes, vales e aldeias.
Tanto seduzes com as escarpas das rochas e os cumes dos montes!
Observo o teu esplendoroso pôr-do-sol, subindo, ele persegue-me,
descendo ele parece brincar, escondendo-se nas árvores ou nas nuvens.
Apesar disso, sua luz está presente nos recantos e vigilante a cada gesto humano.
Transportas uma incrível variedade cosmopolita.
Hoje observei deste teu céu caírem gotículas de bênção;
elas deslizavam pelas faces rochosas e pelas rugas dos vales verdejantes,
pelas bananeiras e árvores repletas de variadas flores.
Tuas levadas, ribeiras e teus braços, levam-nos a recantos férteis.
Todas juntas riem com o sol e facultam uma visão mais ampla.
Elas não param, dão-te mais vida e suas torrentes por entre os penhascos
causam tanto as mais elevadas perdas, como a mais franca prosperidade!
Um povo que continuará amando todos os seus labores e crescendo, arrebatadoramente!
Mesmo que te imponham outro destino, o Criador conhece o teu percurso.
Suas torrentes têm muito de cíclico e de inevitável: perda, ganho, calor, paz e amor...´
Quem reconhece o transitório e o efémero, ama esta cidade e embeleza as suas paisagens!
Em ti visualizo que haverá sempre um lugar para o eterno.
Ó cidade das flores e dos belos amores, jamais transmutarás em aspeto cinzento.
Nas tuas noites descobri um trôpego a caminhar pelas ruas;
um fantasma que arrancava árvores e acrescentava florestas de cimento.
Preparou um foco reacionário que resultou em inflexibilidade;
numa adega escura chorou ao cantar o seu fado.
Irrompe a madrugada e alguns viajam pelas ilhas vizinhas em estradas retas ou curvas,
com um especial sabor e odor fresco percorrem itinerários entre o mar e as serras,
Eu te disse adeus, mas apenas uma jornada forçada!
Sedenta da tua beleza e amor reencontro-me aqui junto de ti e dos teus.
Voltarei sempre para esta ilha e do Funchal pretendo fazer a minha primeira cidade!...
Ao entrar nela aceno e sinto uma vaidade refulgente e vejo alguém conhecido entre a colorida paisagem das árvores.
Por fim, ao raiar de um novo dia descubro novos sonhos, bendigo a minha nova cidade.
Não há catástrofes, tsunamis, ciclones, nem terramotos, só pequenas queimas…
Não acredito em fogo posto, muitos são os que te amam,
Alguns naturais criaram fama e em ti têm raízes profundas nela,
Eles são luminescências nas tuas noites;
Chegou a hora do poente e subo às varandas e aos telhados,
para me inspirar e fazer uma prosa poética,
vou dizer adeus ao Sol, sei que nela muitos chegarão a ser uma grande luz,
muitas luzes dela têm surgido;
há sempre um lindo gomo a despontar,
sim, cada dia há sempre mais um que nela romperá,
E de novo o Teu lindo arco-íris surgirá!



 








FUNCHAL TU ÉS A TERCEIRA CIDADE DE PORTUGAL!

É PENA ALGUNS NO CONTINENTE AINDA SEREM TÃO IGNORANTES SOBRE TI 




Subscribe to Our Blog Updates!




Share this article!

Sem comentários:

Enviar um comentário

Return to top of page
Powered By Blogger | Design by Genesis Awesome | Blogger Template by Lord HTML